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Leça do Balio: Num debate sobre
segurança, Guilherme Pinto alerta
"Se a população não berrar... não haverá quartel"
O
Comandante do Grupo Territorial nº4 da GNR afirmou, num debate dedicado à segurança,
que o posto da sua força policial que está sedeado em Leça do Balio não irá
fechar com a inauguração do posto de Custóias. "Com os dois postos
será aumentado o número de efectivos", salientou o Comandante
Rodrigues. Um aumento que vai, no entanto, ser condicionado com a gestão de
efectivos que se fará no âmbito da cobertura policial do Campeonato da
Europa de Futebol: Euro 2004. Uma notícia que não impediu uma intervenção
crítica feita por Guilherme Pinto. O Vereador da Câmara Municipal de Matosinhos
salientou que o actual problema de segurança sentido no concelho se prende,
essencialmente, com a falta de condições dos agentes que aqui actuam.
"O posto de Custóias é um escândalo estar fechado.
Ainda
maior é o de Leça do Balio não estar em construção. São contractos em papel
que não estão a ser executados no terreno. É um escândalo a
denunciar." Guilherme Pinto reiterou mesmo que desconfiava que era por
"partidarismo que o Governo deixou cair uma série de infra-estruturas
importantes. Se a população não berrar bem alto contra a incompetência do
Governo, não vai haver quartel em Leça do Balio." E o Vereador
sustenta a sua opinião nos últimos ecos que a autarquia matosinhense tem
recebido de Lisboa sobre a construção do novo quartel da GNR baliense.
"As últimas informações dadas eram as de que andariam a questionar a
GNR sobre se era ou não necessária a construção deste novo quartel."
Guilherme Pinto mostrou-se igualmente indignado com a permanência da GNR na
Quinta da Conceição. "É inadmissível. A autarquia até cedeu o terreno
para a construção do novo quartel e nada." Questões levantadas num
debate sobre segurança organizado pela Junta de Freguesia de Leça do Balio
e que se realizou na passada sexta feira. Presentes estiveram os principais
representantes dos Bombeiros Voluntários de Leça do Balio, Polícia
Municipal de Matosinhos, GNR e Câmara Municipal.
Das
várias intervenções salienta-se a de Rogério Seabra. O Comandante dos
Bombeiros balienses deu a conhecer um pouco da forma de intervenção dos
seus homens em caso de sinistros e esclareceu a forma como muitas vezes têm
de se articular com outras organizações para ocorrerem a sinistros de maior
gravidade. Rogério Seabra lamentou também as dificuldades em testar no
terreno a interacção entre estes vários agentes da Protecção Civil. Quanto
a Guilherme Pinto defendeu uma coordenação a nível distrital da Protecção
Civil como forma de colmatar a falta de coordenação que por vezes se sente
quando é necessário actuar em conjunto num sinistro de maior dimensão. Quanto
à Polícia Municipal, que tutela, os objectivos mais próximos passam pela
construção das instalações para aquela força policial, dotá-la de mais
meios e aumentar o seu número de efectivos.
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