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Alunos da EB
2,3 de Santiago de Custóias na FNAC
Caminhos a evitar
As doenças
infecto-contagiosas estão a alastrar de dia para a dia. E, apesar dos
avanços da medicina e de algumas respostas que esta consegue dar a estas
doenças, a verdade é que o número de contagiados cresce a olhos vistos. A
população jovem, até pela irreverência da
idade, está mais propensa a ser contaminada. Neste sentido, todos os
avisos são poucos.
Num
projecto afectivo-sexual, a EB 2,3 de Santiago de Custóias tem vindo a
elucidar os alunos e a indicar-lhes formas de se defenderem destas
doenças. E foi neste âmbito que os alunos do 9ºB daquela escola custoiense resolveram elaborar um trabalho mais
aprofundado, para se informarem melhor e informar os outros dos perigos
que correm. Ao longo das aulas de Educação Visual e de Português foram
preparando um trabalho que apresentaram ao público, na passada quinta
feira, na FNAC do Norte Shopping. Perante uma plateia composta por
familiares, amigos e frequentadores daquele espaço comercial e cultural,
os jovens mostraram tudo o que aprenderam. Apresentaram quadros, esquemas
e textos exemplificativos do tema em questão. “Caminhos a Evitar –
Doenças Infecto-Contagiosas” foi, para além do mostrar de um trabalho
realizado, um alerta para todos.
A importância das vacinas na prevenção
destas doenças foi um dos temas abordados. Bem como se propagam doenças
como a SIDA, a Hepatite B e a Tuberculose. Uma oportunidade para clarear
alguns pormenores que conhecemos destas doenças que têm ganho na falta de
prevenção e cuidado aliados fundamentais para a sua propagação. Não é por
acaso que 38 milhões de pessoas de mundo tenham contraído SIDA.
Aliás, o
mito de que a SIDA era uma doença típica de grupos com comportamentos de
risco específicos tem de ser, de uma vez por todas, exterminado. E a
prová-los estão os números: 46,1% dos infectados são heterossexuais
(contrariando a ideia de que os mais afectados eram os homossexuais e os
toxicodependentes). No caso da Hepatite B, um vírus cem vezes mais
infeccioso que a SIDA, o cenário não é mais animador. Todos os anos, por
esse mundo, morrem dois milhões de pessoas.
Já no que respeita à
Tuberculose, é uma doença que está a propagar-se. Matosinhos, inclusive,
tem registado números que preocupam as autoridades de saúde. E é para
contrariar esta tendência evolutiva das doenças que estes alunos vieram a
público mexer com as consciências para que não sejamos o próximo
infectado. No final, os jovens interpretaram uma canção, cuja letra é da
sua autoria. “Buracos sem fim” resumia o objectivo desta iniciativa:
acima de tudo, prevenir para não ser infectado.
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