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Balanço: Narciso Miranda insiste na questão
Os centros de saúde são para construir
Narciso
Miranda, numa conferência de imprensa em jeito de balanço de
2003 e perspectivas para 2004, reiterou a sua vontade em
construir os centros de saúde de Leça do Balio e Custóias. E
mostrou-se disposto a lutar politicamente por esse objectivo.
Isto porque, segundo o autarca matosinhense, a não construção
destas duas infra-estruturas só tem explicação se tivermos em
conta "questões de ordem política." É que Narciso Miranda não
consegue encontrar outro motivo depois de sucessivos ministros
da Saúde terem dado luz verde à construção dos dois centros e da
Câmara ter procedido a todos os trâmites para que a obra fosse
posta em prática. Recorde-se que a autarquia fez projectos,
chegou mesmo a executar expropriações litigiosas, foram feitos
concursos e apreciadas as propostas. Ao fim de quatro anos, e
depois de todas estas etapas, a construção dos dois centros de
saúde é chumbada, chegando mesmo a Unidade Local de Saúde a não
considerá-los prioritários.
Opinião contrária tem Narciso Miranda que
colocou os dois centros de saúde na lista de prioridades para
2004 e pelos quais promete continuar a lutar. Isto porque,
segundo o autarca, ambos são necessários às populações onde
estariam inseridos. "Falem com a população e depois tomem
decisões" desafiou o autarca que argumenta que os projectos
tinham financiamento de fundos comunitários na ordem dos 80%.
Neste sentido, esta decisão só pode ser entendida de uma
perspectiva "economicista ou de obediência à tutela."
Mais no campo da segurança
Narciso Miranda mostrou-se igualmente crítico
em relação ao posto da GNR de Custóias. Com a sua abertura,
ficarão 24 efectivos em Custóias e outros tantos em Leça do
Balio. Para o autarca esta é uma medida que apenas tenta dar uma
falsa ilusão à população de que há mais segurança. "Dá para
impingir a ideia", salientou o edil matosinhense. No entanto, é
preciso fazer mais neste capítulo. E esse mais passa pela
construção de postos policiais em Matosinhos e Senhora da Hora,
bem como o reforço dos efectivos policiais nas ruas do concelho.
Ainda para 2004, Narciso Miranda destacou a
construção de mais 523 habitações sociais. Isto depois de um
2003 em que 500 famílias do concelho receberam a chave da sua
nova casa. Um ano que terminou com quebra nas receitas de
capital da autarquia, resultado das restrições orçamentais
impostas às autarquias pelo Governo central. Um ano em que "uma
nuvem de dúvida pairou retirando a esperança às pessoas."
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