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“Em Matosinhos não se pode fazer demagogia/mentir.”
Dito por Narciso Miranda
num debate na Escola Secundária do Padrão da Légua
Na passada
quarta-feira, dia 3 de Março do presente ano, Narciso Miranda
deslocou-se à Escola do Padrão da Légua com alguns membros da sua
equipa, incluindo a Dra. Luísa Salgueiro (vereadora do Pelouro da
Juventude e também possuidora da Pasta da Acção Social) para um debate
dentro da iniciativa “Câmara Aberta”.
Ora, para quem não sabe o que é esta iniciativa (nem eu sabia dela!) a
“Câmara Aberta” foi organizada no intuito do Presidente da nossa
Câmara Municipal de Matosinhos se deslocar às escolas do seu concelho
de modo a contactar com os jovens e de modo a esclarecer as suas
dúvidas.
Bem eu já tinha contactado com o presidente, aquando da entrevista
para um jornal da minha antiga escola, mas digo-vos que este debate
ultrapassou por completo as minhas expectativas.
Eu sabia que Narciso Miranda era (e é!) uma pessoa bastante
comunicativa, com um poder enorme no dom da palavra e bastante
acessível.
O debate foi aberto pela nossa presidente do Conselho Executivo que
agradeceu imediatamente a presença de todos e a ajuda que a Câmara tem
prestado à nossa escola, seguidamente passou a palavra a Narciso
Miranda que, também, agradeceu a presença de todos, apresentou a sua
colega vereadora e explicou-nos o que era a “Câmara Aberta”, ficando
assim disponível para todas as questões que nós quiséssemos colocar.
Numa primeira fase ouviram-se perguntas colocadas por colegas meus, eu
optei por limitar-me a ouvir, digamos, que apesar de tudo, senti-me um
pouco intimidada, enfim... Estas primeiras questões foram, digamos, de
um carácter generalista, falando de pontos como a segurança do
município, ou melhor, a falta dela! E também sobre parâmetros
ambientais e de transportes, às quais Narciso Miranda respondeu com
grande à vontade.
Mas eu moro em Custóias e é sobre este assunto que vos quero falar...
Um jovem, colega meu, deu abertura a este tema (sobre a nossa vila),
falando do nosso Quartel da GNR, pois não se percebe muito bem o
porquê de ainda não ter sido aberto e de certo modo, revela um assunto
polémico. Ora, Narciso Miranda esclareceu-nos, dizendo que há uma
falta enorme em termos de recursos humanos, um pouco devido ao Euro
2004 que tem solicitado estes para formações no intuito de durante
esta iniciativa haver uma maior segurança. Então, conclui-se que o
nosso quartel ainda não abriu devido à falta de pessoal especializado.
Bem eu não resisti e também coloquei questões sobre Custóias e é claro
todas as outras que a minha turma tinha pedido para eu fazer...
“ataquei” logo com mais uma questão polémica, que sei que depende
muito do Governo, mas eu sempre ouvi dizer “que perguntar não ofende”!
Ora, “Sr. Presidente, como justifica o facto de Custóias ainda
não ter Centro de Saúde?”, todos sabemos que o da Sra. Da Hora
alberga muita gente de diversas zonas e que “já não tem mãos a
medir”... Bem, o Governo abriu concurso o ano passado para dois
projectos de Centros de Saúde, um em Custóias e outro em Leça do
Bailio, no entanto, adiou estes planos que já tinham meios para
avançar, para construir outros centros de saúde de raiz, sem nada
organizado sequer, sem terreno onde os fazer, nomeadamente um deles
será em Lavra, ora segundo palavras do nosso presidente “É
inadmissível este comportamento do Governo”, acerca das anulações
dos dois projectos. Posso ainda adiantar que o nosso centro de saúde
já tem projecto realizado e terreno escolhido, terreno da Câmara
localizado na Quinta do Vieira, tudo isto no valor de 1 milhão de
euros. E porquê na Quinta do Vieira? Aqui vai... Narciso Miranda
pertence também à Administração do Metropolitano do Porto e num plano
a médio/longo prazo, pensa-se colocar o metro a passar por Custóias e
passará junto a esse terreno seleccionado para o Centro de Saúde.
Depois dessa pergunta, outras vieram e mesmo sem elas, o debate
transformou-se numa pequena e breve conversa sobre a nossa vila.
Lembram-se daquele terreno junto à Junta de Freguesia? Que antigamente
até era um parque infantil e que agora anda ao abandono, onde se ouvia
boatos de que o Centro de Saúde seria aí? Mas depois esses boatos
“desceram” um bocadinho a localização e esse mesmo centro seria nos
espaços verdes junto à urbanização que tem o court de ténis, mas
depois aí foram construídos os bairros camarários... boatos... são
mesmo assim! Voltando a esse antigo parque infantil... abrirá
brevemente o concurso que irá transformar esse terreno num Centro
Cívico de Custóias!! Para além deste projecto o presidente Narciso
Miranda mencionou também o projecto de requalificação do Largo de
Esposade, apenas mencionou, não o desenvolveu.
Voltando ao “centro” de Custóias, agora em termos de acessos... a tão
falada IP4 que rasgará Custóias, passando por Matosinhos, Guifões,
Custóias (perto da Igreja e perto da Cadeia), por Leça do Balio, pela
UNICER, por Ponte da Pedra e por São Mamede de Infesta, no entanto
este projecto continua a ser apenas isso: mais um projecto. Juntamente
com este nascem outros projectos: a VILPL (Via Interna de Ligação
Porto de Leixões) que será construída junto à Estação da CP (ao
apeadeiro), num sentido Nascente/Poente e erguer-se-á ao longo do
curso do Rio Leça; mas num nó perpendicular ao Bairro Salazar também
será construída uma Nova Via – a VRI (via Regional Interna), que
ligar-nos-á directamente ao aeroporto.
Citando mais uma vez Narciso Miranda e explicando o título desta
crónica “Em Matosinhos não se pode fazer demagogia/mentir.”,
quem o faz não tem “saída”... se isto é verdade podemos ter a certeza
de que todos estes projectos serão realizados e podemos então sonhar
com uma “nova” freguesia, completamente transformada... será um dia
Custóias elevada a cidade?? Bem deixo-vos com esta pergunta no ar e
com o meu desejo de viver até estes projectos se tornarem algo mais
que projectos, pois para ser sincera já oiço falar deles desde que
tenho 14 anos e posso dizer-vos que desde aí já passaram mais quatro
anos e a única coisa que se ergueu foi um Quartel que está vazio e
onde só vivem fantasmas e sonhos fantasmagóricos e onde caem por terra
muitas ilusões, onde também se calam muitas bocas e onde se abrem
outras em modo de reivindicações e de críticas! |