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Futebol Distrital
- Treinador indignado com a arbitragem de Fernando Montenegro
“Chamou burro a um dos meus jogadores!”
Não faltou nada ao último derby
entre Custóias e Leça Balio. A abrir o novo ano os dois emblemas
rivais mediram forças no campo secundário do Padroense e o que se
assistiu durante quase todo o encontro não fazia prever o que
aconteceu nos instantes finais da partida.
Na etapa complementar, os balienses empataram a partida, mas a seguir
uma grande penalidade voltou a dar vantagem aos custoienses.
Os forasteiros discutiram a legalidade do lance e a
partir daí foi o descalabro:
- Porquê tanta indignação?
- Para se perceber a dimensão do problema basta dizer que se tratou da
pior arbitragem a que assisti desde que há três anos estou ligado como
treinador ao futebol distrital.
- Já tinha razões de queixa do árbitro?
- Sim. Na época anterior, num célebre Leça Balio - Labruge, tudo fez
para nos prejudicar mas aí acabámos por vencer o jogo. Sinceramente,
não sei o que tem contra o clube. O senhor Fernando Montenegro não tem
capacidade para apitar, pois beneficia quem pretende. Estão a tentar
destruir uma equipa que trabalha apenas para realizar um campeonato
tranquilo.
- O que contesta: a grande penalidade ou as expulsões?
- Tudo começou após termos empatado a partida. Até ali estava tudo
mais ou menos normal. Nos últimos 12 minutos o árbitro foi um
desastre, pois lembrou-se de assinalar um castigo máximo que até um
cego via que não era. Do meio campo vislumbrou uma falta que só ele
viu.
- Insisto: e as expulsões?
- As expulsões surgiram porque os jogadores reclamaram das decisões do
árbitro. Mas não o fizeram de forma violenta. Foi tudo muito estranho.
Sentimo-nos muito revoltados. Assim não! Chegámos ao cúmulo do árbitro
ter chamado burro a um dos meus jogadores.
- Qual foi o jogador?
- O Luís Palinhas. No final, o árbitro pediu desculpa ao nosso
delegado e admitiu que se excedeu nas palavras.
- Falou com o árbitro no final da partida?
- Falei e disse-lhe que estava habituado a vê-lo fazer melhores
actuações. Ele respondeu-me que os meus jogadores é que não tiveram
cabeça.
- O que lhe respondeu?
- Que com uma arbitragem daquelas era difícil manter a serenidade e a
cabeça fria. Foi mau demais para ser verdade.
- Não teme ser castigado pelas suas palavras?
- Não, porque o que conta é a verdade desportiva. Estão a tentar
destruir-me a equipa! Para o próximo jogo não posso contar com o
Américo, Miro, Rui Pedro e Hélder, que foram expulsos. Não temos outro
guarda-redes. Vamos ter que inventar. E assim fica difícil. O árbitro
agiu de má fé, pois expulsou o nosso guarda-redes após o terceiro golo
do Custóias. Houve uma troca de palavras entre o meu guardião e um
jogador do Custóias, mas ele disse que só ouviu os insultos do meu
atleta. Custa muito quando nos tratam assim…
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