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Horta à Porta vai ser uma realidade em
Custóias
Cuidar espaços
A população vai ser chamada a
cuidar dos espaços verdes através deste projecto. A Horta à Porta
vai promover a agricultura biológica, bem como a utilização dos
resíduos orgânicos como fertilizantes naturais. Já existem muitos
interessados.
A primeira horta biológica do concelho vai nascer
em Custóias, num terreno sito entre a Rua Teixeira Lopes e a
Travessa Alto do Monte. A escolha deste local, tal como
salientou Joana Felício, não foi feita ao acaso. É que, tal
como a Vereadora do Ambiente explicou na última reunião de
Câmara, o local é erradamente usado pelos cidadãos para o
depósito de lixos vários.
Um problema que a autarquia
certamente queria resolver. E nada melhor que chamar os
próprios cidadãos a participar nessa alteração. "É um espaço
que tem todas as condições para a prática da agricultura e que
estava a ser usado como lixeira." Surge, assim, a primeira
horta biológica de Matosinhos. Um projecto que a autarquia
quer alargar a mais partes do concelho. O pontapé de saída é
dado em Custóias.
São cinco mil metros quadrados de área
total de intervenção. Para os interessados ficarão 32 talhões
de terreno com 25 metros quadrados cada. Terrenos que, a
perceber pelas inscrições recebidas na Câmara, são muito
apetecidos. Foram contabilizados 120 interessados. Uma vez que
não há, para já, terreno disponível para todos, a Câmara
Municipal de Matosinhos optou por entregar a exploração dos
ditos talhões aos interessados respeitando a sua ordem de
inscrição.
As normas e obrigações de exploração do espaço
foram recentemente aprovadas pelo Executivo Camarário no
sentido de moderar a utilização das partes entregues a
particulares. E uma das condições obrigatórias é a opção pela
agricultura biológica. Ou seja, os químicos têm de ser
mantidos bem longe. Neste sentido, para além do cultivo do
terreno, este projecto inclui também outra vertente: a
compostagem. Isso quer dizer que serão aproveitados os
resíduos orgânicos, que são produzidos nas casas de todos nós,
para se proceder à fertilização das terras. Ou seja, ao mesmo
tempo que se cultivam produtos mais saudáveis, está-se a
contribuir para a redução dos resíduos orgânicos domésticos.
Mesmo que os agricultores não saibam fazer compostagem vão
contar com a ajuda preciosa dos técnicos da Lipor e da Câmara
Municipal de Matosinhos que lhes vão dar a respectiva
formação.
Em troca do terreno disponibilizado, os cidadãos
terão de, para além de assegurar que a agricultura que
praticam é biológica, manter os respectivos terrenos em boas
condições. E mais: os produtos cultivados são para consumo
próprio. À sua disposição, os agricultores terão água para a
rega das culturas e um local onde podem armazenar as
ferramentas agrícolas.
Já com terreno disponível, muitos
interessados e as regras de exploração definidas, a Câmara
Municipal de Matosinhos espera arrancar já este mês com este
projecto inovador que envolve os cidadãos na resolução e
manutenção dos espaços
públicos.
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