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Cadeias de
Custóias e Santa Cruz agitadas
Evasão e suicídio
Duas ocorrências marcaram a
vida de dois estabelecimentos prisionais do concelho. Custóias e Santa
Cruz vivem agitação.
Na madrugada de quinta para sexta feira da passada
semana, a cadeia de Custóias foi palco que uma tentativa de evasão por
cinco reclusos ali presos. Eram cerca das 23 horas e 30 minutos quando
os cinco reclusos foram apanhados já a subir para a pista que dá
acesso ao muro que os conduziria ao exterior.
Os indivíduos encontravam-se presos numa camarata disciplinar do
Pavilhão D, da qual se evadiram. Ao que tudo indica, forçaram as
grades de uma janela e fugiram para o recreio. No entanto, não foram
longe. Um dos guardas que se encontrava numa das torres de vigia
apercebeu-se da situação e deu o alarme. Os reclusos foram de imediato
cercados e conduzidos de novo ao interior do Pavilhão D.
Com eles, na mesma camarata, estavam mais reclusos que, no entanto,
não arriscaram a fuga. Aos fugitivos foram impostas regras restritivas
que se vieram juntar ao castigo que já cumpriam.
Uma tentativa gorada de fuga que, caso os prisioneiros conseguissem
escalar o muro sem serem vistos, poderia ser coroada de sucesso. No
entanto, o elevado número de guardas prisionais em serviço naquele
estabelecimento prisional terá sido decisivo para este desfecho. Tudo
resultado de um reforço da segurança que vem sendo aplicada na Cadeia
de Custóias. De realçar que, desde 2001, este estabelecimento
prisional dispõe, por exemplo, detectores de metais e máquinas de
raio-X na zona reservada às visitas. A colocação de vidros à prova de
bala foi outra das medidas de segurança aplicada.
Enforcamento em Santa Cruz
Já em Santa Cruz do Bispo, o caso acabou por ter proporções mais
graves uma vez que resultou na perda de uma vida. O homem, de 32 anos,
encontrava-se a cumprir uma pena de prisão de oito anos. E já não era
a primeira vez que fazia uma tentativa de terminar com a própria vida.
Dias antes tinha recebido alta do Hospital de Caxias por se ter
tentado matar. Mas, desta vez, conseguiu os seus intentos. No sábado,
o recluso terá pedido aos guardas prisionais que o deixassem ficar na
cela no período matinal das visitas. Segundo ele, não estaria à espera
de alguém. Este pedido foi-lhe acedido. Quando, à hora do almoço, os
guardas se dirigiram à cela já o recluso estava morto. Tinha utilizado
um lençol para se enforcar.
Segundo fonte dos Serviços Prisionais, o recluso não se encontrava
bem, estando em depressão. Isto porque, ao que tudo indica, não tinha
contacto algum com a família. Desgostoso, o homem terá optado por pôr
fim à vida.
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