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Custóias reviveu
Feira dos Moços
Viagem no tempo
Durante 3 dias, o Largo do
Souto na vila de Custóias, recuou no tempo.
Foi na passada sexta feira, às 15 horas, que inaugurou a Feira dos
Moços. Um evento que ocorreu no Largo do Souto e suscitou uma
grande curiosidade nos habitantes locais. O objectivo era recriar
a antiga Feira dos Moços, que durante largas décadas foi um
importante acontecimento do concelho de Matosinhos.
Assim sendo, havia pequenas tendas que vendiam objectos artesanais
medievais e contemporâneos: peneiras que prometiam sorte e amor,
peças de linho, bijutaria, brinquedos de madeira, bruxinhas da
sorte, objectos de olaria, chás e bolos regionais; são alguns
exemplos.
Os vendedores estavam trajados a rigor e demonstravam os ofícios
daquela época: tínhamos a tecedeira a fiar o linho com a roca e o
fuso, um sapateiro a coser sapatos e até a barraca do
barbeiro/dentista quis marcar presença. O ambiente estava muito
animado e os habitantes locais não esconderam a sua satisfação.
“Este evento está muito bem organizado. Estou a gostar”, declarou
Emília Borges.
Opinião também compartilhada por Maria Rosa que não hesitou em
afirmar: “Para o primeiro dia de feira estou a gostar muito”.
Para além das tendas de exposição, o programa contemplava animação
de rua, ranchos folclóricos, teatro de rua e a encenação do
casamento de Caio Carpo com a jovem Cláudia Lupa Calense.
Ninguém ficou indiferente à Feira dos Moços. A aposta foi ganha!
Antigamente, era assim...
Era no dia 1 de Novembro, feriado de “Todos os Santos”, que se
realizava no Largo do Souto a célebre Feira dos Moços.
Era frequentada pelos habitantes de toda a região e não só. De
Gondomar, Santo Tirso provinham muitos criados de lavoura (moços)
desempregados e lavradores ricos, na expectativa de fazer um bom
negócio.
O objectivo era simples: fazer “contractos” de trabalho que eram
selados nas tasquinhas do Largo. Era aí que o lavrador oferecia a
“cabrita”: uma merenda que era constituída por bacalhau frito,
broa e vinho. |