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Causas do acidente
estão, ainda, por apurar
Incêndio destrói habitação e desaloja uma família Incêndio destrói habitação em
Custóias e desaloja cinco pessoas. Família pede alguma ajuda para
recomeçar a vida.
Cinco pessoas desalojadas foi o resultado de um incêndio ocorrido
na manhã da passada quinta-feira, pelas 10 horas, que destruiu uma
casa pré-fabricada e atingiu o telhado de uma habitação contígua,
na Rua Monte de S. Gens, em Custóias. Ao que tudo indica o
incêndio deflagrou após a explosão de uma garrafa de gás.
O alerta foi dado pelos
vizinhos, que afirmou ter visto fumo a sair pelas traseiras da
casa e ligou de imediato para os bombeiros. Segundo apuramos os
bombeiros de Leça do Balio chegaram ao local com pouca água.
“Quando iam abastecer ao marco de água não tinham a chave para
abrir”, comentou uma moradora.
Porém, o comandante dos bombeiros de S. Mamede de Infesta e
coordenador das operações, António Freitas desmentiu, em parte, a
alegada falta de água dos voluntários de Leça do Balio. “O alerta
do incêndio foi dado pelo 112, cujos operadores accionaram a
corporação de Leça do Balio, que seguiram de imediato para o local
da ocorrência com uma viatura com capacidade para três mil litros
de água”, referiu o comandante acrescentando que quando os
bombeiros da corporação accionada chegaram à zona do incêndio
verificaram serem imponentes para a situação e alertaram
rapidamente as corporações de Leixões e S. Mamede de Infesta que
se deslocaram de imediato para o combate ao fogo. Inclusive, a
cerca de 20 metros do local do incêndio existe um marco de água,
onde de acordo com o coordenador das operações “os bombeiros se
abasteceram se abasteceram e houve quantidade suficiente”.
Não foram registados feridos, mas “uma moradora foi conduzida ao
hospital por precaução, devido a sentir-se mal ao ver o fogo”,
disse António Freitas. Na altura do fogo estava em casa um dos
filhos da proprietária da habitação. Tânia Magalhães, filha da
proprietária, afirmou ao “Matosinhos Hoje”que o seu irmão estava a
tomar banho e “teve que sair para a rua todo nu. Ficou
completamente chocado e nem sabe dizer o que poderá ter causado”.
Da casa atingida só restaram algumas paredes ao alto, pois tudo o
resto foi destruído pelo fogo. Os móveis que resistiram à explosão
ficaram de certa forma alagados com a água usada pelas corporações
no combate ao incêndio. O telhado da habitação ao lado ficou
também afectado com a água que escorria pelo tecto da cozinha. No
que se refere a causas do incêndio, os bombeiros dizem
desconhecer, uma vez que a explosão destruiu tudo, o que tornou
difícil a detecção do local onde o fogo começou. “Durante o
rescaldo não encontrei indícios de nada”, concluiu o comandante.
Família apela ajuda
De acordo com a família estava previsto inicialmente o
realojamento temporário das cinco pessoas. Porém, após ser
detectado que a habitação é propriedade privada “foi comunicado à
família que ter-se-ia que desenrascar”, referiu uma das filhas da
proprietária acrescentando que o presidente da Câmara já visitou o
local e referiu que “ia ver no que podia ajudar”. Ludovina
Magalhães, proprietária da habitação, segundo as suas filhas, está
bastante afectada com o sucedido. Aos 54 anos acabou por perder a
sua habitação e todo o recheio, ficando apenas com a roupa que
tinha no corpo. Actualmente a família encontra-se na casa de um
familiar, mas ao que tudo indica não poderão estar por muito
tempo, na medida em que há poucas condições para o número de
pessoas. Neste momento, a família apela aos cidadãos alguma ajuda
possível, no sentido de recomeçar uma vida. |