Inalação de monóxido de carbono em Matosinhos

Intoxicação provoca 11 vítimas

 

Onze pessoas tiveram ontem de madrugada de ser hospitalizadas devido à inalação de monóxido de carbono. As vítimas estavam a cear numa garagem, em Custóias, que estava a ser aquecida por lenha. Só ao fim da manhã é que tiveram alta.

 

A ceia de Natal acabou mal para 11 pessoas que ontem de madrugada deram entrada nos Hospitais Pedro Hispano, em Matosinhos, e de S. João, no Porto, com uma intoxicação por monóxido de carbono. Eram cerca de 1h30, quando os Bombeiros Voluntários de Leça do Balio receberam o alerta para a Rua Luís de Camões, em Custóias. “Estavam a jantar numa garagem, quando um dos elementos veio até à rua fumar um cigarro. Quanto voltou a entrar, constou que o ar estava pesado e lançou o alerta, até porque já havia pessoas a sentirem-se mal”, descreveu uma fonte dos bombeiros a O PRIMEIRO DE JANEIRO. Na origem da intoxicação, continuou, terá estado um bidão com lenha a arder, colocado para aquecer o espaço. No entanto, a combustão acabou por largar monóxido de carbono suficiente para “começar a provocar indisposição nas pessoas”.

 

Seis das vítimas foram transportadas para o Pedro Hispano, dirigidas também pelos Bombeiros de S. Mamede de Infesta e de Leixões, e outras cinco deram entrada no S. João, dado que a Urgência do hospital de Matosinhos não reunia condições para tratar todos os intoxicados.

 

“As vítimas entraram com uma situação clínica que inspirava cuidados, exactamente com uma intoxicação por monóxido de carbono”, confirmou a O PRIMEIRO DE JANEIRO a chefe de equipa do Serviço de Urgência do Hospital Pedro Hispano, Adelina Pereira. Dada a inexistência de oxigénio hiperbárico – apenas disponível no Hospital da Marinha, em Lisboa –, ainda chegou a ser ponderada a transferência dos doentes, mas tal não foi necessário.

 


 

Situação

Alta ao fim da manhã

 

As vítimas acabaram por passar toda a noite de Natal nos hospitais para onde foram transportadas, acabando por ter alta só ao final da manhã de ontem. Segundo adiantou a chefe de equipa do Pedro Hispano a O PRIMEIRO DE JANEIRO, foram feitas várias análises clínicas, as últimas das quais indicaram já a estabilização dos pacientes. Assim, “por volta das 11h00, 12h00 foram enviados para casa”, revelou Adelina Pereira.

 

 

Por: Patrícia Gonçalves in O Primeiro de Janeiro edição de 26-12-04

 

 

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