Em causa estão os problemas de Custóias
JSD está atenta
Alertar para os problemas de Custóias foi um dos principais objectivos da visita promovida, no sábado, pelo núcleo de Custóias e concelhia da JSD. Segundo André Cardoso, esta é a forma de mostrar que a política de juventude pode abranger todas as áreas.
A JSD promoveu, no sábado, uma
visita a Custóias. A iniciativa, que partiu das estruturas local e concelhia, teve como principal
objectivo dar a conhecer os problemas da freguesia.
No entanto, e segundo o presidente do núcleo, Ricardo Fernandes, nem tudo é negativo. A JSD/Custóias realçou a criação de um parque infantil em Esposade e as melhorias na Praça António Cunha, esta última por proposta dos eleitos do PSD na assembleia de freguesia. Os dirigentes do núcleo chamaram ainda a atenção para a necessidade de ser construído um parque natural desde o Rio Leça até ao Monte de S. Brás, em Santa Cruz do Bispo.
No entanto, a sua construção está dependente da despoluição do curso de água. Actualmente, referem os dirigentes sociais-democratas, a zona é caracterizada por um cheiro nauseabundo com origem bem conhecida.
Ricardo Fernandes alertou ainda para vários esgotos a céu aberto que existem na freguesia, nomeadamente na Rua da Cal e Quinta da Vieira. Neste último caso, o assunto já é do conhecimento da junta e da câmara que “passam a “bola” para a Metro do Porto”, referiu. A polémica que tem envolvido o trajecto do IP4 pela freguesia foi também alvo de críticas. Ricardo Fernandes lembrou o facto de alguns moradores ficarem sem parte do seu quintal, cortado pelo itinerário.
As residências em questão foram construídas há 7 ou 8 anos e o projecto do IP4 já existe há três décadas. “A Câmara de Matosinhos nunca poderia ter licenciado casas sabendo desta questão. Basta que haja um acidente com um carro, para a segurança ser posta em causa”, salientou.
Sucata
A JSD/Custóias chamou ainda a atenção para uma sucata existente no centro da vila, devidamente autorizada. “Devia haver negociações com o proprietário para que a sucata fosse colocada noutra zona”, disse Ricardo Fernandes.
Na zona da feira, o líder do núcleo da JSD/Custóias referiu o facto de existirem, em simultâneo, espaços livres e feirantes que preferem utilizar as ruas circundantes para exercer a sua actividade profissional.
A JSD sugeriu ainda que os Bombeiros de Leça do Balio ali realizassem um simulacro de acidente. Esta proposta está relacionada com o autêntico caos em que se transforma a zona em dias de feira, conforme foi possível testemunhar na tarde de sábado.
Ainda nesta zona, Ricardo Fernandes chamou a atenção para o que considerou ser um autêntico “galinheiro” que, junto ao parque de estacionamento da feira, serve para a prática desportiva.
“É necessário que o espaço seja vedado na sua parte de cima. Se tal não acontecer continuaremos a ter bolas a atingir os veículos estacionados e as pessoas”, concluiu.
Atentos ao ambiente
No final da visita, o líder da JSD/Matosinhos, André Cardoso, lembrou que o objectivo fundamental desta iniciativa foi o de chamar a atenção para as questões do ambiente e de outras temáticas. Para o responsável concelhio é preciso chamar a atenção para as questões relacionadas com o Rio Leça, com os esgotos a céu aberto, cabos de alta tensão no quintal de algumas casas e caos no trânsito. "A maior parte dos matosinhenses não conhece a realidade das freguesias periféricas", advertiu. Por outro lado, André Cardoso lamentou que Matosinhos não tenha, na época balnear que se aproxima, qualquer bandeira azul. "Era bom que a câmara colocasse os olhos em Vila Nova de Gaia com uma boa frente marítima e 17 bandeiras azuis. Esta é também uma forma de fazer política de juventude", rematou.
Por: Eduardo Coelho in O Primeiro de Janeiro edição de 2004-06-02