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População percebe a obrigatoriedade das obras
“Esperemos que valha a pena”
Estão a avançar a toda a força as obras do Metro.
E as gentes de Custóias bem o sentem no seu dia a dia. É trânsito
cortado, alternativas com trânsito a mais, ruas esburacadas. Um
martírio que os custoienses vão compreendendo, mas que os faz exigir
garantias de futuro. Principalmente no que concerne ao estado das
ruas depois de terminadas as obras.
As ruas de Gatões, Carvalhas e Cal são as que
levantam mais preocupação pelo estado degradado que apresentam. Os
buracos são cada vez mais, isto apesar de serem tapados amiúde. No
entanto, não demora muito a estarem a descoberto. É que o tráfego
automóvel é tal que não há piso que aguente. Por exemplo, na Rua de
Gatões. A circulação automóvel foi cortada já há algum tempo na Rua
Cândido dos Reis e, perante a falta de alternativas, o trânsito foi
desviado para a Rua de Gatões. O piso, já por si, não era o melhor.
Com a pressão de carros, autocarros e camiões a passarem
constantemente não é de admirar que os buracos se sucedam.
Por várias vezes a Junta de Freguesia de Custóias
já anunciou publicamente que esta é uma situação provisória.
Enquanto duram as obras do Metro. Depois, a autarquia local afirma
que todas as ruas vão ser reparadas. Até lá, José Tunes salienta que
vai estar atento no sentido de ir remendando os buracos que vão
aparecendo.
Ver para crer. É assim que reage a população.
Conscientes de que as obras são necessárias e vão trazer uma mais
valia à vila, os custoienses esperam que uma vez o Metro instalado,
as ruas sejam reparadas. “Eu concordo com as obras”, afirmou-nos
Fernando Gouveia. “É para o bem do progresso. Estamos sempre a
lamentar que não se faz investimento em Custóias e quando se faz não
se deve protestar.” No entanto, este custoiense reconhece que as
ruas da freguesia se estão a ressentir com estas obras. “Tenho
confiança que os nossos políticos não vão deixar as coisas desta
forma. Espero que tudo seja normalizado quando terminarem as obras
do Metro.”
O mesmo espera Sandra Rodrigues. “As nossas ruas
estão a ficar muito maltratadas. Estamos a sofrer com estas obras.
Esperemos que valha a pena. Porque se o benefício for grande depois
já nem nos recordamos do martírio que estamos a passar agora.” Por
seu lado, João Ferreira apontou o exemplo da Senhora da Hora. “Lá
ainda foi pior e agora toda a gente está satisfeita com o Metro à
porta. É claro que não me agrada ter as ruas desta forma. Também
conduzo e sei como é desagradável andar numa estrada esburacada.”
Este custoiense está, assim, esperançado de que o futuro vai
compensar por todos estes incómodos. “Não me passa pela cabeça que
as ruas depois fiquem na mesma. Aí sim acho que a população se
revoltava.” |