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Custóias PCP organiza acção
pública sobre as políticas do Governo
"Este
Governo mata"
O Partido Comunista
Português aproveitou o movimento da tradicional feira de Custóias para
levar a cabo uma acção pública de esclarecimento sobre as políticas de
Governo e o seu impacto negativo para Portugal e para os portugueses.
Dezenas de pessoas que passavam junto à entrada da feira receberam os
folhetos onde os comunistas acusam as falhas do actual governo.
Esta
acção insere-se numa campanha nacional do partido que esteve em vigor
até ao passado domingo e segundo Sérgio Santos, elemento da comissão
concelhia de Matosinhos pretendeu "alertar os portugueses para a
gravidade do actual governo".
O comunista acrescenta que a situação não se desliga da governação
anterior e "só está a favorecer grandes grupos financeiros". E afirma:
"este governo mata as aspirações dos portugueses, do ensino público
gratuito e de qualidade e do sonho de uma justiça social. É necessário
intervir rapidamente no ensino, trabalho, saúde e no orçamento para
2004".
"Os ataques aos trabalhadores são constantes. O pacote laboral visa
retirar direitos que foram conquistados com muito esforço", confessa
Sérgio Santos, alertando para o aumento do desemprego. Para tal o
comunista revela a necessidade de se caminhar no sentido mais justo e
superar a crise apostando nos trabalhadores.
Promessas esquecidas
Recordando o recente aumento das propinas, os comunistas estão
solidários com a luta dos estudantes e defendem um ensino gratuito e
de qualidade pedindo justiça para que a juventude seja capaz de
responder ao mercado de trabalho.
Relativamente à saúde, a comissão concelhia considera inaceitáveis as
listas de espera, o aumento das taxas moderadoras e dos medicamentos e
os cortes no subsídio de doença. No que respeita ao orçamento para
2004 os comunistas afirmam que "a desgraça continua" e referem que
representa "uma política errada".
Para além da referência aos três ministros que pediram a demissão,
outros problemas foram evocados, tais como: os aumentos de preços, a
degradação dos serviços públicos e o esquecimento de promessas.
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