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Familiares contra
proibição de entrada de alimentos
Ciganos querem entregar comida
Os familiares de vários reclusos
de Custóias estão contra a proibição da entrada de alimentos no
estabelecimento prisional. O director da cadeia explica que não se
trata de interdição, uma vez que só nos dias em que não há visitas é
que não podem deixar sacos na recepção.
Familiares dos vários presos que se encontram na
Cadeia de Custóias já mostraram o seu protesto contra a proibição da
entrada de alimentos na prisão. Segundo o que o «Janeiro» conseguiu
apurar, esta proibição tem a ver com a mudança de chefia da cadeia.
Até há bem pouco tempo, os guardas permitiam a entrada de comida, bem
como de dinheiro nas instalações, mas dado a nova direcção ter uma
gestão mais zelosa, as entradas começaram a ser mais rigorosas,
impedindo, assim, os familiares de entrar com bens alimentares,
contudo os ciganos estão a favor da limitação da entrada de dinheiro.
Contactado pelo «PJ», o director do Estabelecimento Prisional do Porto
desmentiu que tenha imposto qualquer tipo de proibição à entrada de
bens alimentares na Cadeia de Custóias. Paulo Carvalho explicou que o
que está proibido é a entrega de encomendas fora dos dias de visita.
“As famílias não podem vir até cá e deixar na recepção bens para os
presos todos os dias”, disse, salientando que não se trata de uma
interdição, mas sim de cumprir regras. “Nos dias de visitas,
submetem-se à revista normal e entram. Nos outros dias não podem vir
cá deixar sacos”, avisou. Aliás, o director da Cadeia de Custóias
alertou para o facto de os Serviços Prisionais gastarem cerca de 1,5
milhões de euros por ano na alimentação dos reclusos, que é repartida
por quatro refeições diárias.
No que diz respeito à entrada de dinheiro, o director da prisão
afirmou que o que se passa é que sempre que um recluso recebe dinheiro
das suas visitas o montante tem de ser registado, existindo muitas
pessoas que se recusam a fazê-lo.
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