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IP4 e VRI ainda
não arrancaram no terreno
Inicio dos trabalhos atrasados
O início dos trabalhos para a execução do IP4 e da
VRI encontra-se atrasado. Apesar da consulta pública dos dois
projectos terminar apenas amanhã, quinta feira, a verdade é que alguns
trabalhos já deveriam estar a ser implementados no terreno. No
entanto, nada se tem feito.
Narciso Miranda já se mostrou preocupado com este atraso, tanto que
também não recebeu qualquer resposta formal sobre questões pontuais
que se colocam com a execução das duas vias estruturantes e
importantes não só para o concelho, como a nível regional e nacional.
Disso exemplo é o caso do Custóias FC que vai ver o IP4 passar-lhe
mesmo perto do actual campo de futebol. A construção de uma nova infra-estrutura foi a solução avançada pela autarquia às entidades
responsáveis pela obra. Uma sugestão que ainda não tem garantia
oficial de que será a solução adoptada. Mas este não é o único
problema a resolver. Em Custóias há ainda jardins que serão
destruídos, piscinas e acessos a garagens que vão sofrer o impacto da
passagem do IP4. Já em Guifões, há uma casa de lavoura que se quer
preservar e a hipótese da construção de uma estação de abastecimento
de combustível numa zona anteriormente reservada a uma cooperativa.
Recorde-se que as populações envolvidas foram muito críticas dos
projectos e exigiram garantias de que se iriam estudar alternativas
para as várias questões. A Câmara Municipal de Matosinhos apresentou
as suas propostas e acertou pormenores com o Ministério do Ambiente e
com a Lusoscut. No entanto, estas entidades ainda não deram
conhecimento formal da adopção dessas medidas.
Com tudo isto, as obras estão a sofrer atrasos. Os trabalhos deveriam
entrar no terreno no final do ano passado e até agora nada. Narciso
Miranda adiantou que está convencido que as máquinas começarão a
entrar em acção num prazo de um mês. Mesmo que assim seja, as obras
começam já com meio ano de atraso. Adivinham-se, assim, atrasos que se
vão repercutir nas datas previstas para a conclusão das vias. Março de
2006 parece, assim, um cenário improvável para vermos IP4 e VRI
prontos a abrir ao público. A não ser que se acelerem os trabalhos.
A avaliação do impacto ambiental das obras termina esta quinta feira.
O IP4 (entre Sendim e Águas Santas) e a Via Regional Interior (entre o
nó do Aeroporto e o nó de Custóias) são de real importância para
Matosinhos uma vez que vai agilizar o tráfego automóvel. À espera que
estas duas vias sejam concluídas está a Via Interna de Ligação ao
Porto de Leixões (VILPL). Esta via promove a ligação directa entre o
Porto de Leixões e o IP4 mais a VRI. Na prática isto significa que as
centenas de camiões que diariamente circulam no interior da malha
urbana do nosso concelho vão ser canalizadas directamente do Porto de
Leixões para as grandes vias de comunicação nacionais.
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