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Obras do Metro estão a incomodar custoienses
Às voltas pelas ruas
Seta para
aqui, seta para ali; desvia para a direita, desvia para a esquerda; passa
semáforo, espera pela vez... cansado? Imagine
quem tem de fazer isto todos os dias para ultrapassar um par de
quilómetros de percurso. É assim para quem vive ou passa pelo Lugar de Gondivinho,
em Custóias. Tudo por causa das obras na Linha Verde do Metro, que vai
fazer a ligação entre a Senhora da Hora e o centro da Maia (numa primeira
fase). Para chegar aos locais onde têm os principais serviços de que
necessitam, estes moradores têm de seguir caminhos alternativos que os
levam a demorar muito mais tempo, uma vez que têm de percorrer um caminho
maior. Para além disso, o trânsito chegou mesmo a estar cortado na Rua da
Estação do Araújo.
Sem
alternativas a este corte, estes custoienses
tinham de fazer mais sete quilómetros que o normal. No entanto, a Metro
abriu uma passagem superior sobre a linha do Metro, no lugar de Gondivinho, que ajuda no escoamento no trânsito.
Mesmo assim, a confusão continua grande. As placas de sinalização também
não ajudam. Joaquim Peixoto, um automobilista que passava por ali quando
o Matosinhos Hoje estava a constatar esta confusão, deu-nos conta disso
mesmo. "Tenho a sensação que ando aqui às voltas e que nunca mais
chego ao meu destino." O mesmo pensa Carla Fidalgo. "Mais vale
escolher outro percurso. Isto aqui está muito confuso."
Os moradores estão fartos desta situação e querem, de uma vez por todas,
ver-se livres deste martírio. É que não sabiam o que iriam sofrer quando
a Metro informou que iria proceder a obras que poderiam interferir com a
normal circulação naquelas artérias. Nessa altura não avançou com datas
para a conclusão dos trabalhos necessários à implantação desta nova
linha.
Recorde-se que esta fase o Metro está novamente atrasada. Na melhor das
hipóteses, só lá para a primeira quinzena de Junho é que estará
operacional. Até lá, os custoienses esperam ver
minorados tantos inconvenientes e que, pelo menos
valha a pena tantos incómodos. É que estes moradores também vão estar
servidos pelo Metro que os pode transportar
tanto para a Maia, como para a Senhora da Hora. Até lá, o remédio é
serpentear por entre os caminhos alternativos não se tentando enganar muitas
vezes. E circular com cuidado: é que as ruas podem ser cortadas a
qualquer instante.
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